
O ano de 1996 representa um marco histórico na indústria automotiva brasileira, assinalando o encerramento definitivo da produção do icônico Fusca no país, fase esta que ficou popularmente conhecida como “Série Itamar” (produzida entre 1993 e 1996).
Este exemplar específico destaca-se pela combinação de preservação histórica e atualizações pontuais de conforto:
Histórico e Procedência: Veículo estruturalmente original e de segundo dono, o que atesta um alto nível de cuidado e rastreabilidade ao longo de suas quase três décadas de existência.
Motorização e Mecânica: Equipado com o consagrado Motor Boxer 1.600 refrigerado a ar (1584 cm³). O grande diferencial é a configuração de carburação dupla (geralmente equipada com dois carburadores Solex 32). Este sistema otimiza a mistura de ar e combustível, resultando em respostas mais ágeis no acelerador, melhor distribuição de torque em baixas rotações e um funcionamento mais redondo do motor. A potência gira em torno de 58,5 cv, com torque de aproximadamente 11,9 kgfm.
Transmissão e Dinâmica: Conta com o tradicional câmbio manual de 4 marchas sincronizadas e tração traseira, mantendo a experiência de condução clássica do modelo.
Tapeçaria e Acabamento Interno: O habitáculo foi inteiramente refeito em uma customização de padrão luxo. Isso indica a utilização de materiais de revestimento de qualidade superior (como couro sintético ou natural de alta gramatura, costuras reforçadas e forrações de porta aprimoradas), além de um provável isolamento acústico mais eficiente do que o oferecido originalmente pela fábrica.
Bancos Esportivos: A substituição dos assentos originais por modelos esportivos confere uma elevação significativa na ergonomia e na segurança passiva. Estes bancos oferecem maior retenção lateral (apoio em curvas) e uma densidade de espuma que reduz a fadiga em trajetos mais longos, modernizando o posto de pilotagem sem perder a essência do projeto.
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